Em um momento inédito, a servidora Lucimar Ladeia Colen que está na Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) emocionou a todos os presentes com um momento de contação de histórias, no aniversário de 70 anos da Escola.
Com muito carinho, ela relembrou o momento em que chegou à ESP-MG no ano de 1988 “Ingressei na Escola em janeiro de 1988. Encontrei um ambiente rico de discussões: todo entusiasmo com relação à mudança do sistema de saúde, um rico espaço de seminários, de aulas e de cursos na área da formação de técnicos e da pós-graduação. Encontrei uma equipe ativa no Programa de Apoio ao Usuário, chamado PROAPU, um diretor sonhador e atuante e uma vice-diretora que sempre me estimulou a continuar os estudos”, conta.

Lucimar relembrou a mobilização da ESP-MG para construção do projeto W.K Kellogg no período de 1998 a 2002 “Este foi um projeto que mobilizou a participação de vários setores da ESP-MG : do grupo da área de epidemiologia, do núcleo de formação em saúde da família, da área de saúde bucal, da área de saúde mental e de formação de conselheiros. pude compartilhar viagens e projetos com diversos professores da escola de saúde: Marcelo Arinos Dumont, Conceição, Isabela Coutinho, Sidney do Carmo, professora Jandira Maciel, professor Jaques Akerman, e gestores e profissionais do Alto Rio GrandeJanice Torres, Miriam Tibúrcio, Marcelo Carrara, Vera Bartels”, recorda.

A servidora também falou do desafio que foi a Escola ter se tornado autônoma no ano de 2007 “2007, temos a Escola como um órgão autônomo, o desafio de manter a qualidade nos projetos, de buscar renovação dos docentes e de pesquisadores. E aí é possível perceber cada diretor imprimiu a sua marca, seu jeito de ser na Escola”, relembra.

Encerrando sua fala, Lucimar faz um agradecimento à Diretora-geral Roseni Sena “agradeço à diretora Roseni pela sua forma de condução e de envolvimento dos profissionais na gestão da Escola. Vivi momentos muito ricos na capacitação pedagógica, onde pudemos compartilhar nossas vivências de forma mais humana e acolhedora.Aprendemos com Roseni a resgatar e reconhecer o significado do trabalho de cada servidor e de cada setor da escola pra efetivação do projeto da escola de saúde.Fizemos vários movimentos: acreditação pedagógica, ESPXXI, encontros e seminários...momentos de sonhar e construir uma nova escola”, agradece.

Educação é aquela que mexe com o coração que mexe com o sentido”, finaliza Lucimar.

Comoção

O momento de contação de histórias foi marcado pela comoção dos presentes que não seguraram as lágrimas e alguns aproveitaram para compartilhar suas lembranças. Como Marcelo Arinos do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde. “Sou o cara do sexo masculino que está há mais tempo na Escola, vai fazer 20 anos. É o maior tempo que eu já passei em um local de trabalho e a minha vida é a Escola de Saúde, em boa parte. Aqui eu me tornei um cara da saúde coletiva. Eu já trabalhava com a área da saúde mental mas sem apropriação que eu tive aqui. Eu não imaginava o que ia acontecer na minha vida, eu devo tanto à essa casa! Aqui é um local de reações muito boas”, conta Marcelo.

Por Danny Eloi - Estagiária de Jornalismo (ASCOM/ESP-MG)