Em 2016, a Escola começou a resgatar a memória de seus ex-diretores, em comemoração aos seus 70 anos. Nessa entrevista, Damião nos fala sobre o retorno da tradicional especialização em Saúde Pública e do comprometimento dos trabalhadores da Escola. Confira!

Qual sua formação acadêmica?

Sou Graduado em Ciências Contábeis e em Administração de Empresas.

Como foi sua trajetória até assumir a Diretoria da Instituição?

Atuei no Ministério da Agricultura e do Abastecimento, na Secretaria de Estado de Trabalho e Ação Social, na Fundação de Seguridade Social de Minas Gerais e também fui Secretário Municipal de Administração da Prefeitura de Patos de Minas.

Como era a Escola durante sua gestão?

Inovadora. Realizamos dois cursos inovadores, o Curso Técnico de Hemoterapia e a Oficina de Educação Popular em Saúde Mental em Projetos de Reforma Agrária. Se bem me lembro, além das ações educacionais tradicionais, realizamos 60 ações em um curto período.

Qual a sua melhor lembrança da Escola?

Essa pergunta é fácil. Com certeza foi quando conseguimos reiniciar o curso de Especialização em Saúde Pública. Reunimos todos os servidores da Escola e os convencemos da importância dessa qualificação e eles concordaram em se tornar docentes. Na minha gestão fizemos duas edições do curso com grande aceitação pelos atores envolvidos e principalmente das secretarias municipais de saúde. Acredito que essa mobilização foi um legado.

Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas durante a sua gestão?

Imagino que as dificuldades sejam as mesmas enfrentadas hoje, que é a interlocução com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) com relação a recursos financeiros. Apesar de a Escola já ter um orçamento próprio, ela ainda depende desse apoio da SES-MG.

Uma saudade que a ESP-MG deixou?

O corpo de servidores! Esse pessoal é totalmente comprometido com suas atividades, então mesmo com as dificuldades que nós tínhamos tudo que a gente planejava com eles, nós conseguíamos. Então a saudade grande é de quem faz a Escola, os servidores.

O que a Escola te ensinou?

Ensinou muita coisa! Eu saí da ESP-MG muito melhor. Quando cheguei aqui eu tinha uma experiência profissional, de certa forma dispersa, mas aqui houve uma concentração das atividades para um único objetivo e eu acabei tendo que trabalhar muito em grupo. A coletividade foi o diferencial.

Quais eram as demandas/missões de prioridade nestes anos que você dirigiu a ESP-MG?

Acho que as demandas mais importantes foram alguns convênios assinados que estavam praticamente paralisados, como o Curso de Saúde Bucal. Com grande esforço de todos os servidores conseguimos cumprir a meta pré-estabelecida e aplicar recursos, beneficiando vários trabalhadores. Conseguimos levar formação de qualidade a vários municípios de Minas Gerais. Viajamos muito pelo interior do Estado, qualificando os trabalhadores do SUS.

Em sua opinião qual a importância da ESP-MG para Minas Gerais e para a saúde pública? E no cenário nacional?

A ESP-MG é fundamental para a saúde pública e para o desenvolvimento de recursos humanos no Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. Li que já passaram pela Escola, cerca de 300 mil trabalhadores. Este número mostra a importância da Escola, uma das mais importantes do Brasil.

O que você faz atualmente, nos conte!

Quando eu deixei a Escola eu fiquei por um período na Fundação Ezequiel Dias (Funed) como superintendente. Logo depois, retornei para a minha cidade natal, Patos de Minas, para cuidar das minhas atividades particulares. E estou assim atarefado até hoje...

Por ASCOM/ESP-MG