No último dia 13 de julho, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) divulgou o relatório final da 1ª Conferência Nacional Livre de Comunicação em Saúde, realizada entre 18 e 20 de abril de 2017, em Brasília/DF, com o objetivo de discutir a democratização do acesso da população às informações sobre saúde.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) participou da atividade com a presença de docentes e alunos da especialização em Comunicação e Saúde.

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O documento destaca as principais propostas que conselheiros de saúde, jornalistas, blogueiros, coletivos de comunicadores, estudantes e movimentos sociais debateram em seis mesas temáticas.

Comunicação e Educação

A Comunicação em Saúde e a Educação foram temas de grande relevância na conferência, que resultou em encaminhamentos como a busca por apoio de universidades e fundações que fomentem pesquisas sobre esses campos de conhecimento.

No campo do ensino, foi discutida a importância dos conselhos de saúde serem espaços de reunião e organização de conteúdos em torno dos temas que não estão contidos nas grades curriculares, como as vidas de quilombolas, ribeirinhos e camponeses.

Outros encaminhamentos resultantes da conferência giram em torno de formar educadores comunitários, aumentar e melhorar a articulação entre saúde e educação, inserindo a temática do Sistema Único de Saúde (SUS) nas escolas, desenvolver capacitações sobre saúde para comunicadores e jornalistas e inserir a temática de comunicação em saúde pública nos currículos dos cursos universitários de comunicação, cursos de formação em saúde e em capacitações de conselheiros de saúde, e ainda, criar premiações para estudantes com trabalhos de conclusão de curso sobre o Controle Social SUS.

Direito à Comunicação é essencial para a Saúde

Em síntese, os debates giraram em torno do tema central da atividade: “Direito à informação, garantia de direito à saúde”, tendo a democracia, o direito à saúde e à comunicação como pilares para o processo de avanço civilizatório”, com a máxima de encontrar e ocupar espaços de comunicação para que o SUS se fortaleça, como também uma comunicação democrática, diversa, inclusiva e plural.

Contexto

No contexto político atual, alguns dos apontamentos da conferência foram a necessidade de se enfrentar a proposta de Reforma da Previdência, de denunciar o racismo estruturante no Brasil, de assegurar que todas e todos tenham o direito à comunicação, de articular o direito à educação, à saúde, à comunicação, a democratização dos meios de Comunicação, e, principalmente, do fortalecimento do campo da Comunicação em Saúde.

Confira aqui a íntegra do relatório da 1ª Conferência Nacional Livre de Comunicação em Saúde.

Por Débora Souza (Estagiária de Jornalismo ASCOM-ESPMG