Na última terça-feira (07), a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (SEDPAC), realizou o curso "Saúde e Direitos da População LGBT", ação educacional dos Cursos Livres da instituição.

O curso abordou o panorama conceitual da história das sexualidades, casamento civil igualitário, adoção homoafetiva, nome social, transgenitalização, violências contra a população LGBT e o acesso e atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) à população trans.

O Coordenador de Políticas de Diversidade Sexual da SEDPAC, Douglas Miranda, um dos docentes, destaca que o curso é importante para qualificação dos trabalhadores do SUS para a quebra de preconceito e qualificação do atendimento. “A população LGBT tem que ter acesso aos serviços. O SUS sempre deu um exemplo de uma equidade e universalidade dentro do processo de atendimento dos trabalhadores. É dessa forma que o curso é importante, para unificar ainda mais esses grandes trabalhadores e lutadores do sistema”, disse.

Lorena Lemos, Diretora de Políticas de Promoção da Equidade em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), aponta que o SUS tem que trabalhar com o reconhecimento da diversidade, respeitando as pessoas lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e gays. “É fundamental para nós pensarmos na qualidade do acesso aos serviços de saúde e na promoção de saúde dessas pessoas e reconhecer que a LGBTfobia pode ser um processo que dificulta e ser uma barreira de acesso aos serviços e oferta da saúde integral a todas e todos cidadãos", afirma.

Preconceito e desinformação

Alexandra Marques, jornalista da Assessoria de Comunicação Social da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e aluna do curso, diz que o conteúdo foi esclarecedor e fundamental para cessar várias dúvidas. “Temos muitas dúvidas sobre esses temas e acredito que os ensinamentos vão nos permitir, para nós da área da Comunicação Social, produzirmos textos e materiais informativos, usando uma terminologia mais adequada. O mais importante é mostrar que a população LGBT são sujeitos de direito e que naturalizando na matéria a terminologia adequada, nós reforçamos os direitos deles", aponta.

Inclusão e visibildidade   

Ainda no conteúdo do curso, que teve varga horária de 08h, os docentes abordaram a atuação dos Conselhos Nacional, Estaduais e Municipais de Combate à Discriminação de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais e da experiência do ambulatório com habilitação de serviços de processo transexualizador.

Por Sílvia Amâncio