De 14 a 18 de maio, a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), recebe a Capacitação de Supervisores de Endemias dos Municípios da Regional de Saúde de Belo Horizonte, ação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), que visa o aprimoramento e acompanhamento contínuo de zoonoses. 

Segundo Danielle Capistrano, coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Ambiental e Saúde do Trabalhador (NUVEAST), a capacitação abordou questões pertinentes como as arboviroses (dengue; zika; chikungunya). “A capacitação é importante não só para o conhecimento técnico das equipes, mas também pelo significado e elaboração. Os municípios passam por mudanças constantes nas equipes de combate às endemias e isso demanda muita capacitação, muitas discussões”, diz.

Edison Lauriano, supervisor técnico de Zoonoses da SRS/BH destaca que, em um primeiro momento, as demandas dos municípios foram organizadas e estruturadas de acordo com as prioridades. “Direcionamos as ações para a dengue, febre amarela, chikungunya e zika. O que ficou defasado com o passar do tempo, queremos unificar para que todos entendam técnicas de abordagem, de tratamento focal, de execução de trabalho”, disse.

Serviços de saúde

Atuando nas zoonoses do município de Rio Acima (Região Metropolitana de Belo Horizonte) há 14 anos, Nubia Cristina Agenor, fala da importância do aprendizado. “Com o passar do tempo, vamos esquecendo algumas coisas. Das palestras que tivemos, duas foram essenciais para mim, sobre saúde do trabalhador e sobre animais peçonhentos, que supriram minhas expectativas de aprendizagem”, diz animada.

Sistema de Informação do SUS

Na capacitação são utilizados três sistemas de informação, próprios do Sistema Único de Saúde (SUS) que monitoram as informações de zoonoses, que consolidam os dados de controle vetorial das arboviroses, gerenciam dados geográficos e consolida as pesquisas de densidade larvárias das espécies que transmitem as doenças.

Segundo Carlos Adonias, que atua no setor de sistema de Informação da SRS/BH, a introdução de dados técnicos para os supervisores é primordial nesse processo. “Em geral, as equipes que produzem dados no campo desconhecem os resultados, como índices de infestação, ou percentual de cobertura de imóveis no tratamento focal. Em minha fala, abordo esses contextos de produção de dados para que conheçam o desdobramento”, explica.

A previsão da coordenação da capacitação é a formação de mais cinco turmas ainda neste ano.

Por Melyssa Fonseca (Estagiária de Jornalismo - ASCOM/ESP-MG)