Nos dias 25 e 26 de junho, a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) recebeu a atividade de apresentação da "Agenda Proteger e Cuidar de Adolescentes", instituída pela Coordenação Geral de Saúde de Adolescentes e Jovens (CGSA/MS), do Ministério da Saúde.

Em Minas Gerais, a Agenda vai orientar as referências técnicas das Unidades Regionais de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) na qualificação da atenção integral à saúde dos adolescentes na Atenção Básica no Sistema Único de Saúde (SUS).

Dentre os temas abordados, os profissionais enfatizaram a importância da continuidade no cuidado e promoção do atendimento durante a adolescência, que garante a saúde permanente deste usuário, desde o pré natal e infância, a necessidade do conhecimento da situação de saúde no território, sua cultura e contexto socioeconômico também foram discutidos.

Jaqueline Silva, da Superintendência Regional de Saúde de Passos (Sul de Minas), destaca que a linguagem do material informativo é o diferencial nesse contexto de atendimento. “Achei muito interessante as novidades que foram trazidas, com uma linguagem muito adequada a realidade dos adolescentes, além da disponibilidade de cursos e lives, que também podemos divulgar junto aos nossos municípios", anima-se.

Vitória Augusta Pires, da Superintendência Regional de Saúde de de Coronel Fabriciano (Vale do Aço), aponta a importância do investimento em medidas que melhorem o atendimento nos municípios. "É interessante ver essa preocupação e investimento em conhecimentos sobre a população de referência, nesse caso os adolescentes, para que a partir do conhecimento adquirido sobre sua realidade e necessidade, possamos realmente implementar essas estratégicas que vão atender as demandas", diz.

O Guia

O Guia de Qualidade de Serviços de Saúde para Adolescentes na Atenção Básica foi desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de avaliar a qualidade da atenção prestada a adolescentes nos serviços de saúde.

A ferramenta facilita o entendimento dos municípios sobre as possíveis melhorias no atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) a esses jovens. Esse mecanismo permite analisar a opinião de gestores, profissionais de saúde, adolescentes, membros da família, agentes comunitários de saúde e profissionais de apoio do serviço de saúde.

Bruna Gisele de Oliveira, da CGSA/MS, enfatiza a melhoria na qualidade da informação baseada em dados concretos para gerar melhores ações de fortalecimento para o SUS. "O guia traz justamente dados concretos através de uma metodologia muito clara de coleta de informações e cruzamentos de dados. Ele qualifica muito a informação para o gestor, para a promoção e monitoramento de uma ação, seus resultados e desafios”, explica.

Pelo Brasil 

O projeto piloto do Guia de Qualidade de Serviços de Saúde para Adolescentes na Atenção Básica criado entre 2014 e 2015, foi ofertado inicialmente em cinco estados: Manaus, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e Paraná.

De 2017 a 2018 mais nove estados implementaram a ferramenta, dentre eles: Pernambuco, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Acre, Goiás e Rio Grande do Sul. O método de escolha foi determinado pelo auto índice de casos de Zika Vírus, Sífilis e gravidez na adolescência.

Por Ayrá Sol Soares (Estagiária de Jornalismo - ASCOM/ESP-MG)