Na última semana, de 20 a 24 de maio, Agentes de Combate à Endemias (ACE) de Brumadinho participaram de um curso de qualificação introdutório ofertado pela Escola de Saúde Pública de Minas Gerais ESP-MG. A formação, realizada na cidade, teve como objetivo contribuir com a melhoria das ações de vigilância em saúde do município, no contexto do desastre ambiental causado pelo rompimento da barragem de rejeitos da Vale em 25 de janeiro.

 O curso surgiu da demanda local. A ESP-MG, por meio da Superintendência de Promoção, cuidado e Vigilância em Saúde (SPCVS), entrou em contato com o setor de Vigilância em Saúde do município, que demonstrou muito interesse em uma formação introdutória para os novos ACE contratados para atuação na cidade.

A docência e os conteúdos da ação educacional foram desenvolvidos pela equipe da ESP-MG com colaboração do Grupo de Estudos de Desastres Ambientais da Escola Nacional de Saúde Pública e de profissionais do Instituto René Rachou, da Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz. Foram incluídas temáticas relevantes ao trabalho do ACE pensadas no contexto atual do município: desastres ambientais, Dengue, Zika, Chikungunya, Febre Amarela, Leishmaniose, Doença de Chagas, Esquistossomose, e outras temáticas relevantes da saúde pública com ênfase em ações educativas, uma das atribuições deste profissional.

Para João André, trabalhador da ESP e coordenador da ação, é fundamental que estes profissionais sejam capacitados para realizar o trabalho de vigilância com mais efetividade: “O curso é essencial nesse momento pós desastre. É preciso monitoramento e acompanhamento da situação de saúde da população, isso é uma das atribuições mais importantes dos agentes de combate à endemias.  Eles estão no campo desenvolvendo ações de vigilância e controle de endemias, de animais transmissores de doenças, de vetores que causam surtos e doenças infecciosas”, disse.

Destaca ainda que a atual situação de Brumadinho demanda reestruturação destas equipes e apoio intersetorial. “Como ainda não sabemos a extensão das questões ambientais da tragédia a longo prazo, ter uma equipe de ACE capacitada no município faz toda a diferença no acompanhamento das condições de saúde e controle de endemias. As ações conjuntas da ESP, Fiocruz e SES foram essenciais para desenvolvimento do curso”, destacou.

Lucilene Santos, ACE do Munícipio e aluna do curso disse que a formação a deixou mais confiante e apta para realizar seu trabalho: “O curso foi muito importante para Brumadinho, principalmente depois de todos estes problemas que estamos passando pós tragédia. O curso veio no momento certo, estou me sentindo mais preparada e segura para realizar meu trabalho. Só tenho a agradecer à toda equipe pelos conteúdos, informações e pelo excelente trabalho conosco”, disse.

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Novas turmas:

A ESP-MG realizará em breve novas turmas do curso introdutório para ACE, priorizando os municípios atingidos pelo rompimento da barragem.

 

Por Jean Alves (ASCOM/ESP-MG)

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