A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) deu início à Primeira Onda de Expansão do Saúde em Rede. O projeto objetiva estruturar as Redes de Atenção com a transformação do atual modelo hierárquico - que tem o hospital como centro dos atendimentos - para dar lugar à gestão integrativa, na qual a Atenção Primária é ordenadora dos cuidados em saúde. Durante o evento, realizado virtualmente e com 556 visualizações, foram apresentados aos gestores municipais a metodologia, as atividades em expansão e como fazer a transição.

Para o sucesso do Saúde em Rede, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde (COSEMS) e Hospital Israelita Albert Einstein, o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, chamou a atenção sobre o papel fundamental dos gestores da saúde para adesão à metodologia, que se baseia na educação continuada ministrada pela Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG).

"O piloto, implementado desde 2019 em 29 municípios da macrorregião de saúde Jequitinhonha, mostrou que os benefícios foram maiores nos territórios nos quais os gestores apoiaram o projeto", afirmou Carlos Eduardo Amaral. Na prática significa que as secretarias municipais devem indicar tutores que atuarão como ponto focal em seus territórios; definir unidades de laboratório - vitrines onde os processos de trabalho serão implementados para realizarem as mudanças no modelo de atenção. Também é atribuição das secretarias garantir que os trabalhadores da saúde tenham condições de frequentar os cursos de capacitação e implantar as ferramentas e instrumentos propostos, sejam ministrados à distância ou presencialmente. 

De acordo com a Diretora Geral da ESP-MG, Jordana Costa Lima, a Escola se sente privilegiada de participar deste momento das formações. "É importante entender que iremos a partir de agora ter uma nova visão dentro das formações para o SUS, que é o pensamento de rede, do cuidado compartilhado", explica.

mapa saúde em rede

Esta primeira onda atinge, simultaneamente, 142 municípios nos quais se espera, como resultados, consultas especializadas mais resolutivas, menos filas para atendimento, maior satisfação do usuário com a Atenção Primária, redução de internações hospitalares e atendimento no modelo de atenção às condições crônicas. E a previsão é de que até novembro oito ciclos de formação tenham sido concluídos, atendendo a todo o estado.

Crédito da foto de capa: Fábio Marchetto (SES-MG).

Por Jornalismo SES-MG (adaptada)